Comissão negocia mudanças no exame de revalidação de diplomas médicos

05/01/2012 15:02

Comissão negocia mudanças no exame de revalidação de diplomas médicos

Diogo Xavier
Raul Lima
Raul Lima: candidatos ao Revalida consideram questões muito complexas.

A Comissão da Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional negocia com o Ministério da Educação mudanças no Exame Nacional de Revalidação de Diploma Médico (Revalida), criado em 2011. O objetivo é facilitar o ingresso de médicos formados em outros países no mercado de trabalho brasileiro, em especial dos estados do Norte. O 2º vice-presidente da comissão, deputado Raul Lima (PSD-RR), lembra que, dos 600 candidatos avaliados no ano passado, apenas 15 passaram na prova.

"Há uma reclamação muito grande de que, na prova feita no Brasil, nem os médicos brasileiros conseguiriam passar”, afirma o deputado, explicando que os profissionais avaliados pelo Revalida reclamam que há questões complexas – muitas delas para médicos especializados. “Essa queixa foi levada ao MEC e estamos procurando amenizar as arestas."

Levantamento
Os deputados da Comissão iniciaram em 2011 um levantamento das universidades de países vizinhos que oferecem ensino de qualidade. Segundo Raul Lima, há ainda muito preconceito por falta de informação.

"É muito fácil ficar em Brasília e criticar a educação em outro país”, argumenta o parlamentar, lembrando que integrantes da comissão estiveram em faculdades de países vizinhos, estudando os currículos e comparando os cursos com os ofereciudos em universidades brasileiras. “Aí você descobre, sim, que existem faculdades que não merecem o registro, mas outras até excedem os pré-requisitos exigidos pelo governo brasileiro".

Custos menores
Segundo Raul Lima, 15 mil brasileiros estudam Medicina na Bolívia, sendo que boa parte vem da região Amazônica. Cada aluno gasta, em média, R$ 500 por mês para estudar e se manter no país vizinho. No Brasil, segundo o deputado, o custo para se formar em Medicina chega a R$ 5 mil mensais.

O deputado Marcos Rogério (PDT-RO) afirma que os médicos formados nos países vizinhos poderiam atender à demanda da região Amazônica, que não tem sido suprida pelos profissionais formados no Brasil. Ele lembra que há cidades em seu estado, sem médico, pois não interesse dos profissionais em se instalar em regiões muito isoladas.

" Então, nós temos a oportunidade de, ao recepcionar esses novos profissionais, dar a eles a oportunidade de exercer a Medicina e, de repente, fazer um convênio para que atendam essas cidades menores".

Projeto rejeitado
Em 2011, a Câmara rejeitou projeto (PL 4872/09) que estabelecia o reconhecimento automático de diplomas do Mercosul para a contratação de professores e para concursos públicos. Segundo o relator na Comissão de Educação, deputado Emiliano José (PT-BA), é impossível garantir a qualidade de um curso superior, sobretudo aquele cursado fora do Brasil, sem cuidadoso processo de avaliação e verificação. Raul Lima afirma que nova proposta deverá ser apresentada, buscando solucionar os impasses.

 

Reportagem – Verônica Lima/Rádio Câmara
Edição – Paulo Cesar Santos

Foto/Fonte: Agência Câmara de Notícias

 

Notícias

Novas regras para prisão processual respeitam mais os direitos do cidadão

Extraído de Portal do Holanda  03 de Maio de 2011   Novas regras para prisão processual respeitam mais os direitos do cidadão - Com a vigência do Projeto de Lei 4.208/2001 , que altera o Código de Processo Penal, a prisão processual estará praticamente inviablizada no Brasil. Essa é...

Prisão em flagrante

  Novo CPP dificulta prisão preventiva após flagrante Por Rodrigo Iennaco   Dando sequência à reforma do Código de Processo Penal, no âmbito da comissão constituída pela Portaria 61/2000, foi encaminhado à sanção presidencial o Projeto de Lei 4.208/2001, que altera dispositivos do CPP...

Erro médico

03/05/2011 - 13h20 DECISÃO Prazo para prescrição de ação por erro médico se inicia quando o paciente se dá conta da lesão O prazo para prescrição do pedido de indenização por erro médico se inicia na data em que o paciente toma conhecimento da lesão, e não a data em que o profissional comete o...

Relacionamento amoroso de 36 anos não é união estável

Extraído de Recivil Relacionamento amoroso de 36 anos não é união estável Para o TJRS, não basta o que o tempo de um relacionamento amoroso seja longo para que se caracterize como união estável. “Relacionamento mantido entre o autor e a falecida, ainda de longa data, sem caracterizar a entidade...

Nova ordem

  EC do divórcio torna separação inútil Por César Leandro de Almeida Rabelo   Concebido por valores morais, religiosos e sociais, o casamento pretende a união duradoura entre os cônjuges, ressalvada a possibilidade de dissolução nas hipóteses previstas na legislação. Contudo o princípio...